
Penso e sinto... muito.
Tudo é deprimente.
O Universo é constituído de energia. A matéria é uma complexidade formada pela energia do Universo. Formam-se a partir da matéria e da energia das mais simples às mais complexas formas de vida. A natureza se encarrega de registrar as suas próprias criações através de indícios seja nas rochas, seja no petróleo, seja no gelo.A vida é uma evolução complexa das formas de energia extraídas do Universo. O sol nos alimenta através de microorganismos, plantas e outras formas de vida. Os seres vivos são o resultado da união de várias formas de energia. Um ser nasce da natureza e retorna a ela em sua morte. O nascimento e a morte são a forma da natureza registrar a existência das diferentes formas de vida no planeta.O homem é um ser vivo complexo e fantástico. É capaz de extrair da natureza as complexas formas de energia e transformá-las em registros de maior complexidade. A linha reta, a circunferência semi-perfeita, a pintura, a escultura, as construções são resultado de milhares de anos de evolução do conhecimento do homem.O homem é o mecanismo chave da natureza para criar e transformar uma complexidade em outra maior.
se me escorre o sangue
e vejo suas lágrimas,
sorrio.
se me escorre o sangue
e suas lágrimas são secas,
me auto-flagelo
e sinto a dor.
Eis o que vi na terça-feira...
A família:
O pai é o homem, é ausente.
Os filhos sempre se vão.
A mãe cuida dos filhos e dos homens.
Os homens que cuidam, não são homens.
Os homens cuidam do próprio mundo.
A mãe cuida do mundo.
O título: Tudo Sobre Minha Mãe.
Tudo (o mundo)
Sobre (em cima de)
Minha Mãe.
Carrega, então, a mãe o peso de tudo.
Tudo Sobre Minha Mãe (Pedro Almodóvar).
Não existe felicidade. O que existe é dor e alívio, dor e alívio, dor e alívio... morte.
Amarelo Manga.
Transformar o banal, o sagrado, o grotesco, o imoral em belo.
AtoAbrem-se as matas.
Sobre a terra úmida,
toca a flor
com seus talos.
Sopra o vento,
tudo balança
num vai-vém.
Escorre o orvalho.
Toca o caule,
o céu rosado.
Aroma suave dos campos.
Ao alto,
crescem os picos
das montanhas.
O balançar
e as canções
gemidas das cordas
vão-se por toda noite.
Em meio ao movimento
da natureza,
lançam-se as sementes
dos caules das flores,
e se esparramam
por todo o campo,
terra úmida adentro.
Espalha o mel
pelas flores.
Nesses dias no ócio, pude criar algo... quem sabe eu consiga guardar.
Capital
Sou canibal.
Como olhos,
como braços,
como o cérebro.
O coração,
jogo aos cães.
A língua,
exponho aos homens
as blasfêmias,
as mentiras
e as falsas promessas.
E em discurso,
repito as blasfêmias,
as mentiras,
as falsas promessas.
Não pareço canibal.
Infância.
Desejo-a,
mas não mais Édipo.
Acabou-se?
O que era doce?
O mel que escorria
dentro de sua boca
ou a marca
das unhas
em sua alma?
Um grito,
um sorriso.
Desejo-a,
como a lua,
envolta,
pelo negro
da noite.
Culto a Onan
A mente não está ali
Viaja nas imagens e nas curvas
Escorre o suor.
As mãos apertam firme, acariciam.
Ofegante, anestesiado.
Os olhos viram em uma explosão.
Salta o coração
Sem dor,
sem preocupação.
A pressão encontra
o papel na ponta.
Por vezes, o ralo.
Nas mãos, o calo.
Finalmente, leveza.
Há tempos não escrevo aqui. Mudei várias coisas. Eu deveria deixar registrado aqui todo o processo da minha mudança, mas o passado me incomoda profundamente. Mudei e muito, em alguns aspectos para melhor, e outros pra ótimo. Fiquei chato, isso é verdade. Fiquei nerd, isso é verdade. Mas ampliar o campo de visão faz isso conosco. Ainda sou pequeno comparado aos gigantes do mundo intelectual e da vida. É mais fácil projetar o futuro, o sucesso e as conquistas a planejar a vida, o convívio social, lembrar dos amigos, lembrar da família e das pessoas que virei a conhecer.